Governo Federal anuncia R$ 2,2 bilhões para ampliar tratamento oncológico no SUS

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Pacote prevê expansão da radioterapia, oferta de medicamentos de alto custo, cirurgias especializadas e fortalecimento da assistência oncológica em todo o país

O Governo Federal anunciou nesta sexta-feira (15) um investimento de R$ 2,2 bilhões para ampliar o acesso ao tratamento oncológico no Sistema Único de Saúde (SUS). O pacote inclui a ampliação da oferta de medicamentos, expansão da radioterapia, financiamento de cirurgias robóticas e fortalecimento da assistência especializada em câncer em todo o país. O anúncio foi realizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante agenda no Hospital de Amor, em Barretos (SP), referência nacional em oncologia.

Entre as principais medidas anunciadas está a criação de uma nova tabela de financiamento do SUS para 23 medicamentos oncológicos de alto custo destinados ao tratamento de 18 tipos de câncer, entre eles mama, pulmão, leucemia, ovário e estômago. Segundo o Ministério da Saúde, a iniciativa deve beneficiar cerca de 112 mil pacientes. De acordo com o governo federal, parte dos tratamentos já havia sido incorporada ao SUS, mas aguardava disponibilização efetiva à população.

Durante o evento, o presidente Lula afirmou que o investimento busca fortalecer o acesso universal ao tratamento especializado na rede pública.

“O SUS está provando que aquilo que é público, quando é feito com respeito, dignidade e justiça, pode oferecer atendimento de qualidade à população. O papel do Estado é garantir que todas as pessoas, sem distinção, sejam tratadas com respeito e dignidade em qualquer lugar do país”, declarou.

O pacote também prevê o financiamento inédito de cirurgias robóticas oncológicas no SUS, inicialmente voltadas ao tratamento do câncer de próstata. Segundo o Ministério da Saúde, a iniciativa contará com investimento de R$ 50 milhões e poderá beneficiar cerca de 5 mil pacientes. A tecnologia permite maior precisão cirúrgica e redução de complicações durante os procedimentos.

Na área da saúde da mulher, o governo anunciou a ampliação do acesso à cirurgia de reconstrução mamária na rede pública. Com a mudança, o procedimento passa a contemplar casos de perda mamária total ou parcial, e não apenas sequelas decorrentes do tratamento oncológico.

Outro destaque foi a assinatura do edital para compra de até 80 aceleradores lineares, equipamentos utilizados em tratamentos de radioterapia. A expectativa do Ministério da Saúde é ampliar em 25% a oferta desse tipo de tratamento no país em um ano, por meio da substituição de equipamentos obsoletos e da expansão da capacidade instalada em hospitais habilitados.